quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ilha do Sal!

"That's one small step for a man, one giant leap for mankind".
Não fosse a escassa vegetação e algumas nuvens, poderia ter sido este o local, onde Neil Armstrong tivesse proferido estas palavras.
Djadsal! Pergunto-me porque é que lhe chamavam "Llana"...Estranho?!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ilha do Fogo!

Djarfogo!
Foto tirada de Águas Belas, Santiago. São cerca de 70 os quilómetros que separam estas duas ilhas. O Pico do Fogo encontra-se a 2829 metros de altitude. Aproximadamente o dobro da altitude máxima da ilha de Santiago.

Mina de Ouro!


Mina de Ouro fica localizada no entroncamento da Ribeira de Sedeguma com a Ribeira de Engenhos, Santa Catarina, Ilha de Santiago, CV.

Tentem perceber porque é que se chama assim...


terça-feira, 30 de junho de 2009

Rotina!

“O ser humano é o único animal que come mesmo quando não tem fome, bebe sem ter sede e fala sem ter nada para falar”. John Steinbeck.
Como já referi moro na Praia, e tenho com esta cidade uma ligação especial. Por aqui passo a maior parte do meu tempo.
Graças à minha actividade profissional, passo algumas horas no Interior da ilha de Santiago, mas mesmo assim ainda fico com tempo de sobra, para gastar aqui.
Assim tenho que ocupar o meu tempo com alguma coisa. Como não há muito para fazer então caímos um pouco numa rotina.
Após a degustação de um qualquer prato, de preferência bem regado, eu e a minha equipa, partimos para uma sobremesa onde não poderá faltar uma dose (ou duas) de cafeína acompanhado de uma (aqui serão várias) dose de água escocesa ou quiçá irlandesa. Saímos do local de repasto com destino a outro, mas desta feita para sorver mais umas doses de cereais bem seleccionados, com gelo pois aqui faz muito calor. Uns milhares de unidades de tempo no sistema internacional depois, rumamos para outro porto de abrigo onde convivemos com a mais requintada flor da sociedade cabo-verdiana (não muito diferente da portuguesa). Encapados e umas doses mais e allez que já se faz tarde. Abandonamos esse espaço e dirigimo-nos para onde as pessoas cheiram bem. Esse mesmo, o local da fundação da reconhecida FLIS.
Depois de “spadja pé” por entre a multidão, entornando mais uns decilitros de puro malte, o corpo pede descanso e está na hora de ir pregar para outra paróquia pois já não há paciência naquela em que nos encontramos.
É um desespero!

Bô qu’ ê nhâ afronta!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Gambôa 2009!

Este ano pude assistir ao vivo ao maior festival de música da ilha de Santiago. Estiveram presentes artistas de renome, como Tito Paris, Lura, Boss AC e Ferro Gaita. E, pessoal, tudo isto...de BORLA!!!

Algumas pessoas diziam-me, mas isto afinal já não é o Gamboa.

Questionei-os porque é que afirmavam tal coisa. A resposta foi: “Ah porque faltam outros artistas mais animados”. Tive que concordar com eles, mas mesmo assim contrapus com os argumentos das bandas estrangeiras que se fizeram deslocar a Cabo Verde, e que todo o cartaz era de qualidade superior. E de BORLA!!!

Apesar de o meu termo comparativo ser um festival realizado em Dezembro de 2007, onde notoriamente existia um certo clima de insegurança, desconfiança e muito lixo à mistura, devo dizer que a organização deste Gambôa superou todas as minhas expectativas. Apenas referir que em tal festival das estrelas, em época natalícia, tive que fugir de uma chuva, não de estrelas mas sim de pedras.

Contudo não há bela sem senão!

Estava a chegar às imediações do espectáculo, de carro (afinal de contas sou português e quanto mais próximo o meu carro chegar melhor), quando, depois de estacionar sou abordado por um agente policial da divisão de trânsito. Num tom austero e arrogante, a figurinha pediu-me os documentos e afirmou que eu iria ser autuado.

Bem! Na realidade eu cometi uma infracção, mas como eu, mais algumas dezenas de condutores. Curioso que foi apenas a mim, a um colega e a uma “piquena” da alta sociedade a quem foi sorteado um prémio de 20.000$00.

Engraçado foi a parte em que a tal sumidade começou a ameaçar deter-me. Isto porque eu queria explicar quais os motivos da minha manobra “perigosa” e porque é que eu não tinha a carta de condução comigo.

Após três ameaças de detenção, começou a falar com o colega coisas como “Pensas que vens fazer para aqui coisas que não fazes em Portugal”, “Vais levar com uma multinha só para te fud….”, “Pensas que nos vens enganar”, “Branco, agora vais ver como é que é”, “Devias era ir para a tua terra, Tuga”. Tudo isto mas em Crioulo.

Pensava ele que eu não entenderia nenhuma coisa que ele proferia. Enganou-se!

Quando começa a ouvir-me dizer duas ou três frases “feitas”, o coitado até ficou, imaginem, branco. Não fosse o colega dele a ser mais escorreito possivelmente teria passado o meu primeiro Gambôa “dentro”.

Disse-lhe na altura que não seria pela atitude que tal “palérma” teve para mim que eu deixaria de honrar os meus princípios e respeitar toda a gente independentemente da sua nacionalidade, religião, sexo ou tom de pele.

Despedi-me com um “M’ skuâ” e um “Dja-m bai”, não vá ele ser “sampadjudu” ou “badiu”.

Úm dôci abráçu dí páz

terça-feira, 5 de maio de 2009

H1N1

Aqui está mais uma nova ameaça lançada no Mundo!
O vírus foi identificado como Influenza A, subtipo H1N1, uma variante nova da gripe suína para a qual não existe uma vacina. Dizem eles…
Este vírus foi criado exclusivamente para combater uma classe social claramente diferente das outras. O Povo do Interior!
Digam que eu estou errado e que essa teoria da conspiração está de todo posta de parte, mas vejam só as coincidências. Quando eu lanço um apelo às gentes oprimidas do Interior, para se mobilizarem, juntando-se à FLIS, Força de Libertação do Interior de Santiago é quando alguém decide voltar à carga com uma arma biológica contra nós. Afinal de contas quem é que cria suínos? Quem é que tem contacto mais directo com essa espécie?
Não desistam, lutaremos e venceremos da mesma forma como nos casos das vacas loucas e gripe das aves.
Um dia atingiremos a nossa emancipação!

É claro que quem inventa uma coisa destas não é para abater os “copo de leite” da cidade. Ou será? Quem é que está a tombar? Hum…!

M’ câ sabê.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

3247 Kms!

Eis a distância que separa as minhas actuais casas.
Como não poderia deixar de ser qualquer português que por razões profissionais se encontre na Cidade da Praia tem que morar na zona do Palmarejo. Acho que é por nos lembrar os “caixotes” que existem em Portugal e que temos tantas saudades. Os mesmos “caixotes” que estamos sempre a desprezar e a abominar pela falta de privacidade (nossa) e intolerância (dos vizinhos).
Eu sou mais um. Poderia ter ido morar para a Achada de Sto. António, ou para a Prainha, ou para o Plateau, mas não. EU QUERO MORAR NO PALMAREJO! Claro que o valor da renda pesa na decisão.
Apesar de ser a zona da Praia com mais condições para morar, é também uma zona rodeada por bairros engraçados: Monte Vermelho, Tira-Chapéu, Casa Lata, Covão (Cobom) e Fundo de Covão. Em frente de minha casa tenho a UniCV, um exemplo de modernidade (falo pelo edifício não pela instituição), e atrás tenho vista privilegiada para os fantásticos três últimos bairros acima escritos. Como é bom acordar ao som de tiros de “boca-bedjo”, uma espécie de arma de fogo artesanal.

A Cidade da Praia é a capital e nela residem cerca de 115.000 almas. Provavelmente ainda sem contabilizar essa praga, os portugueses. E ainda não existe nenhum shopping porque quando existir então aí preparem-se porque vão aparecer aos milhões, assim tipo praga de gafanhotos.
Os portugueses têm um feitio esquisito. Uma estranha forma de estar.
Estamos sempre a falar mal do nosso país, mas sempre que estamos afastados dele tentamos fazer o mesmo que em Portugal ou tornar o local o mais semelhante possível à nossa Alma Mater.
Faço um apelo, Cabo-verdianos não deixem que estes gajos transformem a vossa sociedade.
Assimilem apenas o que Portugal tem de bom. Por exemplo, construam 8 novos estádios de futebol de grande capacidade, todos na Cidade da Praia, três auto-estradas Praia-Tarrafal (sem saídas no interior porque eles não precisam), como não têm comboio implantem logo o TGV (uma circular em Santiago) com partida e destino final na Praia, e já agora um novo aeroporto, construído no Ilhéu de Santa Maria.

Encontro-me a 3247 Kms da minha casa, do meu “caixote”, e que saudades tenho dele.

Quem canta seus males espanta.

M’ stâ cantâ.